O ditado acima é uma das coisas mais toscas já inventadas para falar sobre o esporte bretão. Mas não é que, de vez em quando, ele até que se aplica? A questão é que futebol é um jogo sem frescura, o jogo coletivo com menos frescura que já inventaram. Por isso, também, ele é tão legal!
Adriano fez besteira, foi bem expulso, vai cumprir um jogo de suspensão, um abraço. Mas daí a enquadrá-lo por agressão pela “quase cabeçada em Domingos” -- o que pode deixar o jogador fora do resto do Campeonato --, sinceramente, seria exagero até para nossa sensacional justiça desportiva.
“Ah, mas ele foi denunciado na súmula! Cabeçada é agressão. Pena de 120 a 540 dias”, dirão alguns, com total e nenhuma razão ao mesmo tempo.
É verdade que pela súmula é plausível denunciá-lo por agressão, como também é perfeitamente possível enquadrar o Imperador em qualquer outro artigo. Escolham qualquer um lá no livro, que possa render uma punição mais razoável, algo que não desafie o nosso bom senso. Cumpram o tal código de vocês, da maneira que acharem melhor, mas por favor não desafiem o bom senso!
O problema é que isso demora um tempão... Tempo de o tribunal aparecer um pouquinho, ganhar importância, coisa e tal.
Adriano será julgado pelo TJD, que é a versão estadual do STJD, digamos assim, o que atua no Brasileiro.
É muita sigla para pouco futebol. É muito julgamento para pouco jogador.
Eu continuo perguntando: precisa de tudo isso?
Via André Rizek

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